quarta-feira, 26 de março de 2014

O Médico alemão (Wakolda)



Patagônia 1960, uma família em uma viagem longa. Seguindo eles um alemão(Alex Brendemühl) que não conhece o a região querendo chegar a Bariloche.

A família chega ao seu destino, um velho e luxuoso hotel deixado como herança para a personagem interpretado por Natália Oreiro que recebeu indicação para o prêmio Iberoamericano (Prêmio que vem sendo comentado como uma tentativa de um Oscar Iberoamericano). É exatamente neste ponto, quando entram na nova propriedade que se separam do médico alemão, ah sim, neste momento já sabemos que ele é um médico, assim como já sabemos do interesse dele pela pequena Wakolda o que causa uma pequena preocupação em Enzo (Diego Peretti)  pai da menina. E também percebemos o quão envolvidos ficamos a cada minuto do filme.

O ritmo é justamente um dos pontos altos da "película" argentina, que foge do que estamos acostumados a ver com outros diretores dos nossos hermanos, casos de Campanella e Trapero. Além de uma fotografia ótima, interpretações fortes a se destacar de Alex Brendemühl e Diego Peretti , roteiro e direção no ponto de Lucía Puenzo em cima do seu livro Wakolda, fazem o filme uma excelente pedida em cartaz. O filme entrou em cartaz no último fim de semana. Por mim está recomendadíssimo.


Ficha Técnica
Título no Brasil: O Médico Alemão
Título Original: Wakolda
Ano de Lançamento: 2013
Gênero: Drama / Suspense
País de Origem: Argentina / França / Espanha / Noruega
Duração: 93 minutos
Direção: Lucía Puenzo
Roteiro: Lucía Puenzo
Fotografia: Nicolás Puenzo
Montagem: Hugo Primero
Elenco: Alex Brendemühl, Florencia Bado, Diego Peretti
Produtor: Lucía Puenzo
Produção: Historias Cinematograficas
Distribuição: Imovision
Classificação Indicativa: 12 Anos


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Crítica - O Hobbit - Uma Jornada Inesperada

Por Alex Constantino



Numa toca no chão vivia um hobbit...
Com essa clássica introdução inicia-se o livro escrito por J. R. R. Tolkien em 1937 e que pretendia servir apenas para entreter seu filhos com um conto infantil de fantasia, mas que alcançou sucesso imediato quando foi publicado. Sua história serviria posteriormente como prelúdio para a conhecidíssima saga do Senhor dos Anéis, se tornando um dos universos imaginários mais influentes de nossa geração.
E tudo começou nessa toca. “Não  uma toca desagradável, suja e úmida, cheia de restos de minhocas e com cheiro de lodo, tampouco uma toca seca, vazia e arenosa, sem nada em que sentar ou o que comer: era a toca de um hobbit, e isso quer dizer conforto”.
Era a casa de Bilbo Bolseiro, um hobbit pacato e sem ambições cuja ideia de aventura significava ir até sua despensa ou adega. Isso até o dia em que o mago Gandalf surgiu em sua porta em companhia de 13 anões e o incluiu numa comitiva cuja jornada significava ir até a Montanha Solitária recuperar o reino perdido dos anões e de quebra roubar o tesouro do terrível dragão Smaug, o Magnífico. Sem contar a descoberta de um certo anel que traria grandes consequência ao destino da Terra Média.
A nova incursão de Peter Jackson nesse universo guarda o mesmo clima da trilogia anterior, mas tem uma abordagem sensivelmente diferente em relação ao respeito ao material de origem. Se em O Senhor dos Anéis havia uma preocupação em ser muito fiel à saga literária, onde cada filme representava um volume escrito, desta vez, para justificar a extensão de um livro curto numa trilogia cinematográfica, incluiu-se muito conteúdo de outras fontes ou que era brevemente mencionado na história.
E os elementos extras da trama, ainda que se trata do primeiro capítulo da nova trilogia, já demonstram a preocupação em realizar a ligação com a série que narra os eventos posteriores.
Mesmo que a história seja diferente da original para acomodar sua ligação com o Senhor dos Anéis, nota-se um profundo respeito ao material-base. O cenário, a caracterização das raças e dos personagens da Terra Média novamente é o grande destaque. Quem esperava ansiosamente ver anões em ação não se decepcionará, principalmente no longo prólogo que foi incluído para explicar como o reino anão caiu ante o ataque de Smaug, este só vislumbrado de relance para não estragar a surpresa do próximo capítulo, convenientemente intitulado O Hobbit: A Desolação de Smaug.
Apesar do tom ser mais leve para acompanhar o fato de que se trata de uma história infantil, é possível perceber uma grande similitude visual. O que é louvável levando-se em conta que os efeitos especiais deste filme são mais avançados do que aqueles utilizados há dez anos.
Contribui para isso as várias aparições especiais que automaticamente remetem à trilogia anterior e mantém um senso de continuidade, ainda que se trate de um prelúdio.
O diretor repete alguns de seus vícios, como por exemplo a coreografia impossível das cenas de ação que beiram, às vezes, o cartunesco, mas que em se tratando da Terra Média, e principalmente d’O Hobbit, se torna quase uma qualidade da película.
O fato da história sofrer um pouco com o ritmo desigual de seus atos, a falta de um melhor estabelecimento da força antagônica ou a indisfarçável ocorrência de um deus ex machina para resolver o conflito final não permitem que tratemos o filme como uma obra-prima. Porém, nada impede que fiquemos maravilhados com a grande protagonista da história, que assim como nos livros de Tolkien, é a própria Terra Média.

Direção: Peter Jackson
Roteiro: Fran Walsh, Phillipa Boyens,  Guillermo Del Toro e Peter Jackson
Elenco: Martin Freeman, Ian McKellen, Richard Armitage, Ken Stott,  Grahan McTavish, William Kircher, James Nesbitt, Stephen Hunter, Dean O’Gorman, Aidan Turner, John Callen, Peter Hambleton, Jed Brophy, Mark Hadlow, Adam Brown, Ian Holm, Hugo Weaving, Cate Blanchett, Andy Serkis, Sylverter McCoy e outros.
Direção de Fotografia: Andrew Lesnie
Edição: Jabez Olssen
Trilha Sonora: Howard Shore
Duração: 169 min
País: EUA
Ano: 2012
Gênero: Aventura/Fantasia
Previsão de Lançamento: 14 de Dezembro de 2012