domingo, 7 de agosto de 2011

É muita...


É muita ...

Muitos por escolha e a maioria por falta de opção precisam utilizar do transporte público em suas cidades. Eu por exemplo, utilizo do transporte público da cidade com custo de vida mais caro da America Latina. Nesta minha cidade, o valor da passagem do ônibus é R$3. E ai de quem reclamar, neste preço, já vem embutido, ônibos lotado (Como falei na coluna Lei da Física, neste mesmo blog), cobrador que dorme, pessoas mal-educadas, estressadas, bandidos, chicletes nos bancos já quebrados, pichações, abuso e falta de respeito com as mulheres, restos de comida, que colaboram e muito para o que vem subindo neste ranking, que são as baratas, isso, aquelas baratinhas pequenininhas que correm de uma lado para outro na borracha do vidro, no chão do ônibus e até mesmo no painel que acende indicando que alguém descerá na próxima parada. Com tanta coisa embutida neste valor da passagem eu vou reclamar? Não, claro que não, até diversão eu tenho, pago o ônibus e tenho o circo das baratas para me divertir.

É muita...

Sabe outra coisa que não pode mais acontecer por aqui? Não se pode abraçar um amigo. Não pode, deixa eu te contar se você fizer isso você é homossexual. Eu, com certeza sou julgado, pois costumo e continuarei a cumprimentar meus amigos com um abraço e um beijo no rosto. 
Agora devido as circunstâncias do momento, como paulistano que sou gostaria de dizer aos desavisados que não conhecem a cidade mais uma coisa, domingo que vem é dia dos pais, então por favor, se você estiver por aqui e vai almoçar com o seu pai, não o abrace no restaurante ou em qualquer lugar público, não faça isso, se o fizer e deve fazer, o faça com precaução, faça em local seguro e cercado de quem você conhece. Estou exagerando? Veja isso.
Também peço que você observe bem se não tem nenhum daqueles vereadores (Cruzados dos bons modos) da Câmara de São Paulo que votaram pelo Dia do Orgulho Hétero por perto.

Você precisa concordar comigo:

É muita... é muita... coisa errada para uma cidade só.

domingo, 24 de julho de 2011

Ei Futebol, cadê você?


Amanhã vai ser outro dia.

Amanhã vai ser outro dia.

Amanhã vai ser outro dia.

Hoje você é quem manda falou, tá falado não tem discussão. Não.

Eu nunca tinha gritado gol para o Paraguai e gritei duas vezes.
Eu nunca tinha gritado gol para o Equador e gritei.
Não torci mesmo para a seleção do tal Ricardo Teixeira. Torci contra.
É inadmissível uma pessoa dar entrevista onde diz que faz o que quiser e que ninguém o pega. Menosprezar tudo e todos como se fosse inatingível.
Menosprezar a paixão que o torcedor brasileiro tem pelo futebol e tinha até pouco tempo atrás pela sua seleção.
Eu sinto saudade das ruas vazias em dias de jogos, dos fogos em comemoração, dos gritos de gol e dos gols.
Você senhor Ricardo Teixeira inventou de inventar toda esta escuridão no futebol brasileiro e definitivamente, sinceramente não sei se vai merecer o perdão.
O que tenho a dizer é que apesar de você amanhã há de ser outro dia.

E eu espero que o quanto antes o nosso futebol volte a ser poesia nos gramados, volte a ser a referência de arte no futebol.
Quero sentir o grito contido dos gols que virão de uma nova seleção.
Para isso no meu ponto de vista só existe um jeito. Tirar do poder essa corja de pessoas que comandam o futebol. Tirar do poder essa corja de pessoas que só ganham fortunas as custas do futebol. Tirar do poder essa corja que não ama e não respeita o futebol
Tirar do poder o senhor, senhor Ricardo Teixeira.
Por isso que eu digo Apesar de você amanhã há de ser outro dia.

E eu não vejo a hora que este dia chegue e que eu queira junto com amigos ver o jogo da seleção e que neste dia não tenha trânsito nas ruas e que neste caminho eu veja as ruas pintadas de verde e amarelo, com bandeiras da seleção nas janelas das casas.
Quando este dia chegar senhor Ricardo Teixeira, o senhor e a tal corja, você(s) vai(vão) amargar vendo o dia raiar e esse dia há de vir, há de vir, porque eu vou morrer de rir.

Pensei em citar vários trechos da entrevista do senhor Ricardo Teixeira a revista Piauí, mas acho melhor não, quem quiser e tiver estômago leia toda a entrevista aqui.
Quis esbanjar poesia, mas também não consegui.
Então termino o texto com:

Apesar de você

Amanhã há de ser outro dia

Você vai se dar mal, etc e tal.

La, laiá, la laiá, la laiá.

Em itálico versos da música "Apesar de você" de Chico Buarque que segue abaixo:

Abraço a vocês que amam o futebol.