quarta-feira, 29 de agosto de 2007
MP3
Qual a diferença entre sair andando pela cidade com um antigo walkman onde só um fone funciona e sair com um mp3 novo?
Ora pois, com walkman pode se dizer que o risco de assalto é menor, sim, pode.
Contudo se tem um outro agravante, esse fone que não funciona, se torna ironicamente funcional, ele não deixa esquecer o som da rua, o som da cidade, o incômodo barulho da vida ou do excesso de desgoverno dela, o que é ruim não é o som da vida, mas qualquer tipo de desgoverno, principalmente o meu, o que me leva a tomar decisões, rumos, que pode me atirar as entranhas esquecidas da cidade ou as coberturas que as esquecem.
Quando escuto uma música automaticamente me volto a lembranças ou ansejos que a mesma me tras, a deixo me carregar a momentos suaves ou deprimentes, a me fazer pensar que a vida por um breve momento de 3 ou 4 minutos é um trailer de um filme que vai estrear nos cinemas.
Tenho o direito de fazer o que bem entender por este curto período de tempo, posso sim pensar que minha vida é um trailer, mas e o período que não tenho controle? E o roteiro que já se desenrolou por 27 anos? O que faço com ele? Deixo ele passar batido sem saber o som do ambiente que vivo? Não, qualquer animal que vive em qualquer floresta, planicie ou qualquer lugar que seja, sabe reconhecer os sons que os cercam, a pergunta que me faço ou que devo fazer é se conheço ou melhor se reconheço alguns sons que me rodeiam? Pois só assim acredito que o meu trailer, se tornará cativante, consequentemente levando algumas pessoas a conhecerem o meu filme.
No momento que escuto o som da cidade me sinto pequeno, jogado aos prédios, para não dizer leões. porém o que me deixa apavorado é não escutar nada nas noites que volto para casa, mesmo com o mp3 desligado.
Quanto a diferença entre sair andando com um ou outro, se você achou que eu fosse dar a resposta, "lo siento", você acha que sei alguma coisa aos 27, os mais sábios morreram sem saber.
Claudio Rosa
domingo, 24 de setembro de 2006
Existem ótimos filmes!

Sútil, inteligente, delicado, apaixonante, profundo e acima de tudo muito bem feito!
Posso usar sem sombra de dúvidas esta frase para definir o filme “Breakfast at Tiffanny’s” baseado na novela de Truman Capote, que recentemente teve a sua biografia filmada para o cinema.(Ainda não vi), voltemos ao “Bonequinha de luxo”
. . Ah sim, este é o título dado ao filme em português não poderia cair melhor.
Vale ressaltar que o filme tem atuações impecáveis de Audrey Hepburn e George Peppard além de uma trilha sonora maravilhosa. 
Porque é sutil, inteligente, apaixonante, profundo e acima de tudo muito bem feito?
Bem, quem viu comente, quem não viu, corra e veja e vamos falar sobre este belo filme!
Segue abaixo algumas informações sobre o filme:
Título Original: Breakfast at Tiffany's
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 115 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1961
Estúdio: Paramount Pictures / Jurow-Shepherd
Distribuição: Paramount Pictures
Direção: Blake Edwards
Roteiro: George Axelrod, baseado em livro de Truman Capote
Produção: Martin Jurow e Richard Shepherd
Música: Henry Mancini
Fotografia: Franz Planer e Philip H. Lathrop
Direção de Arte: Roland Anderson e Hal Pereira
Figurino: Hubert de Givenchy e Pauline Trigere
Edição: Howard A. Smith
Elenco
Audrey Hepburn (Holly Golightly)
George Peppard (Paul "Fred" Varjak)
Patricia Neal (Tooley)
Buddy Ebsen (Doc Golightly)
Martin Balsam (O.J. Berman)
José Luis de Villalonga (José da Silva Pereira)
Alan Reed (Sally Tomato)
Dorothy Whitney (Mag Wildwood)
Stanely Adams (Rusty Trawler)
Claude Stroud (Sid Arbuck)
Mickey Rooney (Sr. Yunioshi)
John McGiver (Vendedor da Tiffany's)
Informações encontradas no site http://adorocinema.cidadeinternet.com.br