quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Crítica - A Hora da Escuridão

Foto Divulgação/Fox Film do Brasil

Amanhã estréia no Brasil o filme a Hora da Escuridão, semana passada tive a oportunidade de assistir ao filme em uma sala 3D e comento um pouco com vocês.

Emile Hirsh (Na Natureza Selvagem, Milk) e Max Minghella (Tudo pelo Poder, Rede Social e Syriana) dirigidos Chris Gorak em sua segunda direção e com trabalhos no departamento de artes de Minority Report e Clube da Luta. Os três com bons filmes na bagagem.

A sinopse: Dois amigos vividos por Hirsh e Minghella estão de passagem por Moscou e são surpreendidos por nada mais nada menos que um ataque alienígena que causa pane nos aparelhos eletrônicos. Interessante é que estes invasores não são como os mais conhecidos verdes ou cabeçudos com grandes olhos, eles são constituídos por uma forma de eletricidade e são quase invisíveis e que transformam qualquer um toca em poeira.

Atores e diretor com filmes bons na bagagem, uma sinopse diferente e o gênero colocado como terror, e ainda é feito com a mais nova técnologia 3D. Será?

Foto Divulgação/Fox Film do Brasil

Bastou poucos minutos, para que alguns poréns começassem a aparecer. Efeitos visuais para todo lado, alienígenas caindo do céu e policiais atirando a esmo em uma coisa que obviamente balas não poderiam atingir, correria e cabelinhos sempre arrumados. Ou seja roteiro indo para lugar nenhum coisa que infelizmente vem se tornando cada vez mais comum. Tudo em nome das impressionantes imagens produzidas em 3D.

Acho demais os recursos e as imagens que são conseguidas através das novas tecnologias cinematograficas, o que penso é que tais recursos precisam ser a favor do roteiro como por exemplo foi feito de maneira brilhante em A Origem, Batman Cavaleiro das Trevas e na revolução tecnológica Matrix voltando um pouco mais no tempo e tantos outros.

Roteiro fraco, direção como tantas outras, apenas em prol da tecnologia, desnecessária a presença de Emile Hirsh e Max Minghella  neste filme.

Um filme esquecível de férias, mas quem curte o gênero pode arriscar!



Diretor: Chris Gorak
Elenco: Emile Hirsch, Olivia Thirlby, Rachael Taylor, Joel Kinnaman, Max Minghella
Produção: Timur Bekmambetov, Tom Jacobson
Roteiro: Leslie Bohem, M.T. Ahern e Jon Spaihts
Fotografia: Scott Kevan
Trilha Sonora: Tyler Bates
Ano: 2011
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: Regency Enterprises


domingo, 8 de janeiro de 2012

Textos internos 6

Foto do Filme "Conta Comigo"

Deveria, o Homem, estar acostumado com a perda. Isso é o que mais acontece em toda sua vida, desde o nascimento, mesmo esta hora tão maravilhosa é iniciada por uma perda. A da aconchegante proteção que se recebe da mãe, e ela é feita de maneira abrupta, se é jogado do espaço quentinho e gostoso para um lugar barulhento e posso dizer um pouco complicado. Se não bastasse isso, ainda cortam o tal do cordão que ainda o une a mãe. Pronto. Já era, está declarada a estação das perdas.

A cada segundo que passa se perde algo,  seja um dente, um pouco do cabelo, sexo casuais até coisas simples como uma inspiração genial, amores,  uma palavra certa para um texto, juventude,  a mãe, si mesmo e a vida em si.

Estes dias estava mudando de canal e estava passando o filme “Stand By me” (Conta Comigo), antigo já, lá da década de 80, como de costume não consegui mudar de canal, coisa que normalmente me acontece quando vejo filmes que remetem a minha infância. Pois bem, além do filme inteiro, e da descoberta que o Will Wheaton do atual Big Bang Theory está no filme o que me chamou a atenção, foi uma frase, que diz mais ou menos assim: “ Muitas vezes a vida passa muito rápido e grandes amigos acabam passando em nas nossas vidas como garçons e que os nossos melhores amigos são aqueles que tivemos quando tínhamos 12 anos.”

Confesso que realmente os amigos que tive aos 12 são inesquecíveis ainda mais aqueles que estão comigo até hoje. Mas, os que conheci aos 16 não são menos importantes. Do mesmo jeito que aqueles que conheci aos 25, são extremamente importantes no meu dia a dia. E espero que continue assim aos 40, 50 e quem sabe mais pra frente.

Com relação aos amigos que passam como “garçons” certa vez li por ai que as pessoas que passam pela minha vida, pela sua vida mesmo que seja por 2 minutos e trocam algumas palavras com você fazem parte da sua árvore da vida, como se cada pessoa que você conhece fosse um galho de sua grande árvore. Seja para esta ou para outras tantas vidas que você teve ou venha ter (mesmo você acreditando nisso ou não).

Obviamente que existe também o lado prático das coisas que nos mostra que muitos deles se afastam por coisas da vida.

Eu sou romântico demais para sofrer com o mundo e romântico de menos para conseguir mudar alguma coisa, de qualquer forma, apenas colaboro com a minha parte. E esta parte me cabe sentir e muito a partida daqueles que amo por doença, por acidente, nestes casos a saudade só aumenta, já aqueles que perdi por meia dúzia de palavras mal trocadas ou por distâncias criadas pela vida sinto saudade e tristeza por não caminharmos juntos a metade do caminho para nos reaproximarmos.

Bato na tecla de que o maior objetivo do Homem está nas coisas mais simples, basta ver a felicidade de um casal que se ama por mais de 50 anos ao se reencontrarem no amanhecer do dia ou a felicidade de um jovem casal ao ver seu filho todo sujo por ter nascido a poucos segundos.

Sim, somos complexos demais, contraditórios demais, sonhadores demais e muitas vezes só isso.

Já disse que sou romântico? Talvez por isso sinto tanto as perdas daqueles que de alguma maneira amo...