sexta-feira, 13 de abril de 2012
Crítica - 12 Horas
12 Horas é um suspense, onde duas irmãs vivem juntas, uma delas Molly se dedica aos estudos e tem uma prova importante que está chegando, a outra Jill (Amanda Seyfried), é uma garçonete que trabalha no turno da noite e tenta recuperar sua vida social após ter sido sequestrada e quase morta, algo que ela nunca esqueceu.
Claro, para que se tenha o filme, o roteiro escrito por Allison Burnelt (Anjos da Noite - O Despertar) não vai ajudá-la a ter uma vida tranquila, já que um belo dia ela volta para casa e não encontra Molly, toda a paranoia que ela procura guardar explode e começa a pensar que o seu sequestrador voltou para persegui-la e raptou a sua irmã. Neste desespero Jill busca ajudar a irmã para que o pior não aconteça.
Um roteiro nada inovador, pelo contrário, bem mediano. É nesta hora que deve entrar figura do diretor para tentar nos contar esta essa história de maneira interessante. Função então de Heitor Dhalia que dirigiu O Cheiro do Ralo que gosto bastante e À Deriva filme que foi bem recebido em Cannes, que faz a sua estreia em Hollywood só que... a meu ver ele preferiu não correr nenhum risco e fez uma direção simples e básica demais, deixou de dar sua cara como em seus outros filmes que dirigiu.
No final das contas 12 Horas é um roteiro médio para fraco, uma direção na média. Amanda Seyfried em uma interpretação sem força. Resultado? Um filme mais do mesmo que estreia neste fim de semana.
12 Horas
Diretor: Heitor Dhalia
Roteiro: Allison Burnett
Elenco: Amanda Seyfried, Jennifer Carpenter, Daniel Sunjata, Wes Bentley, Sebastian Stan, Katherine Moennig, , Emily Wickersham, Joel David Moore, Jordan Fry, Michael Paré
Produção: Tom Rosenberg, Dan Abrams, Gary Lucchesi, Chris Salvaterra,Sidney Kimmel
Fotografia: Michael Grady
Gênero: Suspense
Cor: Colorido
Estúdio: Lakeshore Entertainment / Sidney Kimmel Entertainment
Distribuidora: Paris Filmes
Classificação: 12 anos
terça-feira, 10 de abril de 2012
Crítica - Xingu
"Orlando, Cláudio e Leonardo compuseram as vidas mais extraordinárias e belas de que tenho notícia.Pequenos-burgueses paulistas, condenadas a vidinhas burocráticas medíocres, saltaram delas para aventuras tão ousadas e generosas que seriam impensáveis, se eles não as tivessem vivido. Só se compara à de Rondon a façanha desses três irmãos que se meteram Brasil adentro por matas e campos indevassados ao encontro de índios intocados pela civilização..." - Darcy Ribeiro
Esta é uma parte do prefácio de Darcy Ribeiro para o livro " A Marcha para o Oeste" escrito por Orlando (Felipe Camargo) e Cláudio (Jão Miguel) Villas-Bôas, uma das obras que serviram de inspiração para o filme Xingu que esta em cartaz nos cinemas do Brasil. No livro, Orlando e Cláudio contam a aventura deles junto ao seu irmão Leonardo(Caio Blat) quando e desbravaram o oeste brasileiro.
Cao Hamburger( O ano em que meus pais saíram de férias) consegue fazer um excelente trabalho colocando nas telas essa verdadeira aventura que sem dúvida é um capítulo importante da nossa história. Além disso consegue nos deixar mais próximos e curiosos sobre a vida destes três brasileiros que tanto lutaram pela proteção aos índios de nosso país.
No filme podemos ver a política do país naquele momento e como os Villas-Bôas lidavam com esta situação, além é claro da relação deles e o grau de envolvimento que eles tinham com os índios.
As atuações são boas. Destaco a atuação de Felipe Camargo(Jogo subterrâneo) e elogio o excelente interpretação de João Miguel (Estômago), que nos últimos filmes realizou trabalhos muito bons. O filme possui belas imagens, um bom trabalho de Adriano Goldman diretor de fotografia e de Cassio Amarante diretor que conseguiu reconstruir muito bem o modo que viviam os irmãos durante a Marcha.
É um filme que não se pode perder, mais um ótimo trabalho do cinema nacional, uma aula de história nas telonas que instiga a saber mais sobre um assunto importante para cada brasileiro. Um tema sempre atual em um país que ainda vota código florestal e se tem notícias de índios queimados nas ruas.
Xingu
Diretor: Cao Hamburger
Roteiro: Cao Hamburger, Elena Soares
Elenco: João Miguel, Felipe Camargo, Caio Blat, Maiarim Kaiabi, Awakari Tumã Kaiabi, Tapaié Waurá, Totomai Yawalapiti, Adana Kambeba
Produção: Fernando Meirelles, Andrea Barata Ribeiro, Bel Berlink
Direção de Arte: Cassio Amarante
Fotografia: Adriano Goldman
Trilha Sonora: Beto Villares
Duração: 102 min.
País: Brasil
Estúdio: O2 Filmes e Globo Filmes
Distribuidora: Downtown Filmes eColumbia Pictures
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